À vida de arrojos profissionais
Onde se postulou a alegria?
De viver em paz,
Sem conflitos?
Onde se postulou a esperança
Da vida que por si só de nada vale?
Digo que hoje o que nos resta é
A perseverança pela busca de ideais
Mas seguindo uma calmaria sem fim.
Viver e desviver
Para mim é
ser
O todo por um só,
O único por todos em um
Da vida a se acabar;
Da vida a completar-se
Para ti
E para eles, os outros.
Viver e desviver
Para mim é
Ser tudo, e todos em real esperança.
Vida,
Forte de adversidades,
Contradições e evidências...
Sede de temores,
Angústias e sofrimentos,
Que transformam-se em esperança
À medida dos calafrios da pertinência.
Esperança?
Sim, esperança de um novo amanhecer...
Esperança de um dia
Que aponta características de um novo ser.
Vida,
A fonte da existência
Provoca ao mundo mudanças frenéticas:
Assim como sutilmente, meras plantas
Revelam descoloração em sua imagem vertiginosa,
Da mesma forma os seres humanos
Descobrem-se em consciências incertas.
Mas a lei da sobrevivência,
Ainda existe. E para que se aplique às adversidades,
É necessário muito mais que uma simples esperança.
Porque não, tentações?
Sim,
Tentações de forte ímpeto
E além do natural.
Porque a naturalidade das coisas,
É apenas mais um princípio da vida,
Com todo o seu delírio racional.
E o racionalismo da vida,
A melhor maneira de tornar sereno
O frenesi das irreflexões.
Obrigado pela honrosa visita!
Saudações.
mss