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12 de maio de 2010
Silêncio
Como é viver mudo, sendo falante,
Num mundo em que todos colaboram
Com vozes de todos os tons?
Como é ficar calado, junto a maquinações de pensamentos,
Onde inquietações
Imploram suas descobertas?
Como é não poder manifestar
A quem está ao seu lado,
Com grande clareza, um sentimento único?
É assim:
Como se um esconderijo fosse encontrado.
Quando alguém procura na expressão de sua voz
Uma satisfação.
Satisfação involuntária.
Existente apenas pelo fato de ser própria
Dessa pessoa...
Sei que existe gente que não fala
Porque já nasceu assim.
E outros que não falam
Porque a vida os formou dessa maneira.
Infelizmente,
A vida tem dessas coisas...
Mas também pode ser:
Como se existisse um silenciador de ideias,
De gritos que gostariam florescer em sinal de despertamento interno,
Um moderador de reflexões.
Viver em silêncio
É uma sensação exclusiva.
Como se todos existissem,
Menos o alguém que está desprovido do bem com que nasceu.
Exclusão da liberdade...
Liberdade encontrada nas letras.
Na pronúncia de cada palavra.
De simples palavras que revelam exatidões do coração.
E ao se esgotar as forças desse momentâneo mudo,
De repente fechar os olhos, numa inesperada intenção de piscar.
E imaginar que tudo passou...
E ao abrir,
Tentar pronunciar uma única e simples palavra.
E perceber que som ainda não havia...
Mas que a mentalidade maquinaria,
Ainda existia...
E permitia a sobrevivência do ser.
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mss
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