A inspiração,
Que me falta como ar
Respiro fundo
E busco encontrar...
Forças para falar
As coisas que em mim se escondem
E não se fazem revelar
Não tenho e quero achar.
Faço de minha paz
Alívio a meu coração;
Refrigério à minha mente
Lotada de vãs noções
E um vento
Descendo devastador
Do alto de uma colina
Em brisa suaviza
E se dissipa ao encontrar-me aqui em vida
Vida que me permite ser
O que me diz meu interior
Que exteriorizo ao mundo, a ver,
O louco que me tornou...
A brisa que toca o meu rosto
Essa que antes de chegar até mim
Agitou com certa força
Folhas e galhos de inúmeras árvores
De meu país tropical,
Fez-me refletir
Sobre minha consciência.
Quão pesada estava
Devido aos afazeres
Do meu cotidiano humano.
Ah! Como o homem se desgasta...
E ocasiona a autoflagelação de sua mente.
Maravilhoso é poder cantar
Em meio às batalhas
Dum dia-a-dia que nos envolve,
E faz com que derramemos de nosso próprio suor
À terra que nos sustentam os pés.
Pés que friamente caminham
Rumo a uma constante fadiga.
Talvez até com um fim previamente avistado.
Mas, se observando o percurso delineador,
Premeditado não ser dos mais queridos.
Porém,
Tudo pode aquele que
Bravamente o Tudo procura.
E com toda a certeza
Se posiciona a fim de O encontrar.
Porque o bravamente
Não precisa necessariamente ser pesaroso...
Basta ter garra, que é força de vontade.
E a paz
Que tanto se espera,
Ou se imagina o quão bom seria possuí-la,
Torna-se mais uma constante dessa vida,
E que alimenta o homem
Com regozijos sem fim.
Obrigado pela honrosa visita!
Saudações.
mss