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2 de julho de 2010

Segurança Incomum


Em meio a um universo
De sons que atordoam meus pensamentos,

Vejo duas pessoas
Figurando uma paz que poderia existir
No seio da humanidade
Que hoje se encontra em tremenda agitação.

Essas duas pessoas
Procuram em leves momentos
Atrair para dentro de si
Energias positivas.

E quem sabe até sentir
De seus poros exalarem suaves desejos...

Dentre eles,
O desejo de que os mundos se calem
Por ao menos um minuto.

Para enfim poder analisar suas vidas
Com a simpliciade que lhes convém.

Porque levar as constantes da vida
Aos mais complexos modelos de reflexão?

Minha mente voa...
Voa aos mais distantes rumos
Que conduzem à perfeição das ideias
Quando me coloco em um padrão antihumano.

Se me recuso a pensar exaustivamente
Vou de encontro à realidade dos mundos que me rodeiam.
E posso ser tido como um certo inconsequente.

Mas,
É dessa forma que me sinto seguro.

Por mais incrível pareça,
É quando me desvinculo de
Minha racionalidade natural-pesarosa,
A que me faz esforçar-me,
Que caminho mais rápido para uma paz intrínseca...

Será que sou
Um incoveniente ser
Semelhante a alguns outros,
Em busca de sentir-se bem,
Que se torna convenientemente diferente?

Será que sou diferente por conta própia
E não me dei conta até o presente momento?

Já ouvi os outros dizerem
Que ser diferente é legal...

E o que seria o ilegal?!

Prefiro não me atrever
A espreitar com minha limitada imaginação.

Mas permanecer como estou
É o que mais pretendo.
E por esse motivo
Desejo a essa pretensão a mais breve realidade.

12 de junho de 2010

Peregrinação


Sociedades necessitadas
De realidades obrigadas por elas mesmas,

Realidades essenciais
Para a constância de uma vivência coletiva,

As criações formadas
A partir de impulsos de guerra
Surgidos no princípio da humanidade,
Tomam formas próprias a cada dia...

Que será das relações naturais
Entre homens e homens
Se o curso das obrigações informais
Forem predominantemente impulsivas-determinantes?

Nós, seres humanos,
Seguimos rumos involuntariamente mortais.
E não nos damos conta
Do quão avançada está nossa peregrinação.

Como pode a racionalidade limitada
Da generalidade universal
Vestida de escravos dominados por ela mesma
Conduzir seus subordinados à perfeição?

O livre arbítrio,
Concedido a todos,
Foi inserido em contextos improdutivos.

Se o produto inacabado
De motivações moralmente corretas
Persevera certamente inútil,

Que consciências investigadoras
Aflorem desde o oriente até o ocidente.
Transformando a realidade existente no hoje,
Em verdades positivas do amanhã.

9 de junho de 2010

"Linduras" Superficiais


Cubro-me de puro véu
Por completo. Escondendo-me
Das vãs sutilezas que me rodeiam
Em meu dia-a-dia carregado de amarguras.

Amarguras que estão à minha volta
Disfarçadas com lindas expressões de paz.

Vivo num universo
Amplamente carregado
De diversificações de mundos.

E cada mundo com suas características próprias.
Mas que ao se organizarem em um só conjunto,
Dão a parecer serem um só...

Apenas do ponto de vista miragem...
Quando se avista parcialmente
E sem preocupação com profundas análises.

Porque a "união" de mil cabeças pensantes
Pode sempre causar dissensões.
Ainda que bem ocultas estejam.

Ah! Este universo
Tão cheio de atrações...

Tantas "linduras" superficiais
Que insistem em me envolver!

Por isso me escondo.
Busco não aprouver aos meus olhos
Toda essa exuberância...

Para que não atinja a meu coração
Sentimentos que me tornem
Superficial.

Que me façam ser mais uma beleza
Nesse planeta que vivo,
Esse mundo em que sou e estou.
Obrigado pela honrosa visita!
Saudações.
mss