Hoje eu escrevi
E hoje eu sonhei
Hoje eu escrevi para
Meu Mestre
Hoje eu sonhei que
Precisava dormir
Para agradecer meu
Mestre, Jesus
Dia de sol,
O luar ja passou
E aqui estamos
Parados, dispostos,
Acesos e envoltos
Na palavra de Deus.
Como é bom
Escutar de Cristo
Coisas divinas
E apreciar
A beleza de Sua face.
Quão grande o resplendor
Da igreja;
Quanto resplendor
Do individualismo
Dependente.
Sua doce voz
paira em meu ser
como controle de raios
Raios que vêm do céu
Transformar-me em uma vida
Besta
Besta por perceber
Que Teu hálito
Me faz sentir um doce aroma
No ar, no vento.
Besta por perceber
Que o som de sua voz
Me mantém calmo, sereno e tranquilo
Tú és Jesus.
A única pessoa com que minha vida
Se perde ao alento.
Que esperas da vida,
Amigo meu?
Que esperas do ar,
Do mar?
Que esperas das estrelas
Que no céu estão a brilhar?
Das nuvens que, à noite,
Encobrem o luar?
Eu não espero nada além
Do que mera beleza que
Me aflinge o interior
Pois tudo um dia irá se acabar!
Dia-a-dia vejo o tudo
Se transformar em nada
Diante da beleza do Criador
Que dor não dá aos filhos de sua voz
Vio está meu coração
Por desfrutar de tantas coisas lindas
E belas e bonitas que nos traz
A natureza
Mãe natureza...
Aprendizagens mil tiramos dela,
Mãe...
Se Deus é o Tudo por si só
Aqui estou eu
O pó para adorar
E servir ao amor da vida e só
Fui feito assim...
E assim sigo, amigo meu.
Uma criação.
Esperança é
Algo do tipo
Porto tranquilo
Que suporta navios de
Coisas e troços
Com camadas de rotina.
Viver e desviver
Para mim é
ser
O todo por um só,
O único por todos em um
Da vida a se acabar;
Da vida a completar-se
Para ti
E para eles, os outros.
Viver e desviver
Para mim é
Ser tudo, e todos em real esperança.
Olhar o infinito
Como algo finito de mais
Para mim
É basear-se em teorias de fim
Que se por existir no eco do mundo
Se faz para o eterno
Vivo e desvivo
Ou como morto me desfaço;
E já fiz de mais.
Enfim, o eterno é finito de mais
Para um homem singelo
E infinito como todo para o ser completo.
Na aurora de certo dia
Surgiu
Seu olhar para mim
Se abriu
Senti
O sorriso que me aplacava
No áspero viver
De conceitos formulados
- Meu sofrer
Um vento que pairava
Sobre os nossos corações
Trouxe a paz
Que eu precisava
Lágrimas desceram
No meu rosto
E me tornaram
Envolto no renovo
- De meu ser
Nosso amor aconteceu
Para expor
A fôrma da minha vida,
Sou de palavras
Livres
Ao vento;
Ao alento no papel
Demonstrado.
Uma força, que vem do além...
Logo ali,
O que sempre foi
Sem precisar
De mim, ou da liberdade de extravasar-me;
De expressar meus sentimentos,
Meus lamentos de viver
O que sou, ou tenho sido
Em corpo e alma retido;
Agora, aqui só
Fui tido.
Para não mais me ver parado...
Logo ali, o vento do meu alento.
Espírito em paz.
Assim fui entregue...
Livre da fôrma, da forma
De viver aprisionado no eu, estou
Ali domado.
Palavras carregadas
De fortes experiências
Com o nada.
São da vida
Que formou o eu
Que vive por não ser
Esculpido por você;
Jamais levou-se a ter
Projetos abandonados no auge do poder
Seguir criando o mundo.
Obrigado pela honrosa visita!
Saudações.
mss