25 de setembro de 2010

Intenções de fim, coagido


Busco o significado
Do que é,
Ou que não é,
Estar assim... (des) animado.

Ser da alegria
Que me estremece
Não é viver
Das respostas que me enrijecem

Alegre é
O que abriu sua porta
Para o fim ser um começo
De tudo o que já anda feliz

Por onda que foi depressa
Partindo de uma só voz
Levando convicções
A esse que se condiz

- Na liberdade de viver,
De sonhar, imaginar e fazer
Acontecer
Os pedidos do coração.

Olhos do Ser, aqui


Sou o ser
Magro da existência
Neste mundo
De formas e aparências

O singelo garoto
Das verdades explícitas
Aos olhos de quem vê
Com ampla ou curta visão

Do real por ser irreal
No intrínseco imaginário
De quem sabe;
No coerente saber.

Que é verdade,
Ou mentira,
Para a realidade
Em nossa vida?

Será mais um
Inventário do crer
A ser pago aqui?
Na terra?

Respostas no fundo,
No verso de nós.
Aonde O Tudo se fez
Sem precisar se redobrar.

23 de setembro de 2010

Fantasmas do mundo vil


Um dia mais que outro
O fazer do mundo novo
Se renova na esperança
Que surge no amanhecer

Passa o tempo
De um inesperado ouvir
Se falar em próspero porvir
Por desfalecer os ossos
Da noite que se foi

À escuridão se postulou
O corpo do lote da traição
E sujou-se de vermelho
O que veio até então

Esse futuro
De manchas já previstas
Não para se desfazer tão distante
Do que se vê

Com olhos abertos;
Pára o que se ouve apenas
Com os ouvidos do homem só...

E mais adiante
Corre o fim que já começou
Dos ares de iniquidade, maldade
Do homem que se esfacelou

Ser da vida a dissipar


A inspiração,
Que me falta como ar
Respiro fundo
E busco encontrar...

Forças para falar
As coisas que em mim se escondem
E não se fazem revelar
Não tenho e quero achar.

Faço de minha paz
Alívio a meu coração;
Refrigério à minha mente
Lotada de vãs noções

E um vento
Descendo devastador
Do alto de uma colina
Em brisa suaviza
E se dissipa ao encontrar-me aqui em vida

Vida que me permite ser
O que me diz meu interior
Que exteriorizo ao mundo, a ver,
O louco que me tornou...

22 de setembro de 2010

Sabor do tempo é teu


Há dois tempos
Meu coração saltou mais forte
No espaço que o sustenta
Para bombear a força do sobreviver
E fazer viver meu ser

Senti frio em meu interior
E um vento que me tomou
De súbito e me levou
Para longe do meu querer

Do alto de meu poder
Enxergar-me e crer
Avistei a beleza de viver
Este sonho doce de lograr:

Só abrir os olhos
E saborear
O prazer de te escutar...

Descansos do eu


Se por algum tempo
Parei meu vivo coração
Após a linha do ser e estar
Por ganhar-me em cruzadas

Da vida que muito me embala
Cortando trilhas
E entre-cortando caminhos
Da sabedoria humana

Agora vejo
Valer a pena
Co-existir no tempo do hoje
Apegado à não-composição do meu eu

Pois que de vendados olhos
Me pus em meu passado
Ao crer que fiz acontecer
'Sábias' posturas
No mundo que 'inda me cerca...

O amanhã não serve para hoje
Tal como o ontem não vivo mais;
Para quê ansiedade
Se o tudo se fez por si só?

Deixo então
Que meu eu descubra aquele
Detentor da Suprema Verdade;
Para mim servirá tanto
Quanto descansar em paz.

9 de setembro de 2010

Vinte anos e algo mais


Sons de vozes ao meu redor
Minha mente produziu
Ao sentar-me a escrever
Palavras de gratidão

Por saber que Deus me deu
Pessoas como eu
Que por grande valor
Se acharam aos olhos Seus.

E agora,
Já não escuto apenas vozes
No sentido da imaginação
Que a mim foi concedido.

Vejo em olhos brilhantes
O motivo da minha existência;
Provo a todos os que me lêem
O amor que Deus me tem.

Foi pelo sangue do Seu Filho
Que me inundou com Seu Espírito
E me fez possível viver
A alegria que só dEle vem.

...

Após sentar-me em meu quarto e buscar reportar as pessoas que fizeram, fazem, e permanecerão fazendo parte contribuitiva à minha vida, me emocionei ao perceber que da ponta do meu lápis saíam palavras que as honrariam não apenas por se fazerem presentes. Mas sim, por que a crença na amizade, como fruto do amor, e o amor, tendo como base o amor do Filho de Deus, é o que traz regozijo não somente a mim; a todos os que vivenciam o fenômeno do verdadeiro ato de amar, e por re-consequência, a universalização e abrangente socialização da vida.

Obrigado a todos vocês que estiveram comigo celebrando os meus vinte anos de idade.

8 de agosto de 2010

Carta para a amiga Débora


Quando o sol bate em teu rosto
Se vê uma visão reluzente
Que a todos contamina
E faz da vida um expoente

De alegrias infindas,
Esperanças renovadas,
E de amor, que tanto falta...

Se a sombra te alcança
Porque o sol não te ilumina mais
Teus olhos permanecem
Guiando o coração por trilhas de paz

Na tua face nunca se esconde
O sorriso que sempre revela
O Deus que consigo traz.

4 de agosto de 2010

Sentido de amar


Onde está a dor
Que em aflição me tornava
E formando um nó em minha garganta
Levava o grito a escapar?

Meu coração que quase parava
Fazia de minhas forças, quase inexistentes.
Cansado de tanto saltar
Ao encontrar futuras desilusões.

Minhas pálpebras se fechavam
Querendo dormir o meu corpo
Descansando de tanto lutar
Pelo que sempre foi engano.

Não sinto e não quero mais
A falta do que sempre quis
E que jamais alcançaria
Se eu não estivesse atento à realidade.

A essência do que hoje sinto
É muito mais que mero 'achismo'
Eu sei porque provo, porque vivo
O real sentido de amar.

Escrever


Página em branco
É o que encontra meu lápis
Ao apontar-se direção a seu labor.

Meus olhos
Avistam um contraste
Entre o que há de vir e o que já chegou.

À minha mente se postulam regras
Para aproveitar-se de um dom
E lançar no vazio palavras interligadas

Enquanto o virgem papel
Inocente se mantém
Disponível
E ansioso por prestar-se a uma boa jornada.

Obrigado pela honrosa visita!
Saudações.
mss